Renato prioriza o Brasileiro e vê pressão por resultado aumentar após semana agitada no Vasco
Derrota em clássico e ausência do treinador em viagem à Argentina marcaram últimos dias no clube carioca

Remo x Vasco: informações e palpite para o jogo
Renato Gaúcho passou por uma semana agitada e viu a pressão aumentar por um resultado positivo contra o Remo, neste sábado, principalmente após preservar todos os titulares e a si mesmo da estreia da equipe na Copa Sul-Americana, na Argentina, na última terça-feira.
Renato havia sinalizado que gostaria de ficar no Rio de Janeiro para não perder contato com a espinha dorsal titular do elenco após a derrota para o Botafogo, no último sábado. Como a viagem era longa para o jogo contra o Barracas Central, na Argentina, a decisão entre comissão e diretoria era seguir o foco na competição nacional.
Renato Gaúcho e jogadores do Vasco após derrota para o Botafogo — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
A decisão teve ampla repercussão, tanto entre os torcedores do Vasco nas redes sociais após o empate por 0 a 0, quanto entre os próprios jogadores do time argentino antes da partida. Dardo Miloc, meia do Barracas Central, foi questionado sobre a situação após o jogo, no estádio Florencio Sola, e afirmou que a ausência estranhou o grupo de atletas.
"Eu, como argentino, nunca havia escutado que um líder faltasse à condução ou que resolvessem dessa maneira. Me chamou a atenção, sim", disse o jogador do Barracas
Polêmica? Ausência de Renato Gaúcho na Argentina gera repercussão; veja debate do ge Vasco
Com a semana cheia para treinar os titulares, Renato pôde focar nas questões que ele considera que os atletas ainda precisam melhorar. Ao lado do auxiliar técnico Alexandre Mendes, ele usou o período para trabalhar a parte tática do time. A intenção foi dar mais equilíbrio ao time titular e torná-lo mais forte defensivamente.
A avaliação do departamento de futebol e da comissão técnica é de que o Vasco será mais competitivo quando parar de cometer erros não forçados. Ou seja, os erros que não são induzidos pelo adversário.
O grupo viajou para Belém na última quinta-feira e realizou as duas últimas atividades de preparação para o duelo no CT do Paysandu.
A equipe não vence há duas rodadas no Brasileirão e caiu para a 12ª posição, com 12 pontos. Por estar na segunda parte da tabela, o jogo pode ser considerado ainda mais importante, já que apenas cinco pontos distanciam as duas equipes. O Remo está na zona de rebaixamento, em 18º lugar, com sete pontos.
Vasco em treino no CT do Paysandu, em Belém — Foto: Matheus Lima/Vasco
Derrota e declaração repercurtida na América do Sul
Além da grande repercussão da ausência no jogo contra o Barracas Central, a semana do treinador também contou com o fim da sequência de cinco jogos de invencibilidade, com uma derrota de virada no clássico contra o Botafogo, além de uma declaração polêmica sobre atletas colombianos que também ganhou holofotes no noticiário sul-americano.
A semana começou com uma derrota no último sábado, a primeira desde a chegada de Renato. O time ostentava cinco partidas de invencibilidade, mas teve atuação apagada e foi superado pelo Botafogo, mesmo após abrir o placar, em São Januário.
Após a derrota por 2 a 1, o treinador deu uma declaração que gerou polêmica, ao ser questionado sobre a dificuldade para Marino Hinestroza engrenar no Vasco. O treinador citou os problemas que vê no processo de adaptação de jogadores colombianos ao futebol brasileiro, de modo geral, principalmente pelas questões táticas.
A declaração foi manchete em quase todos os jornais esportivos do continente, mas também ganhou destaque nas redes sociais. A resposta repercutiu bastante em jornais da Colômbia, Equador e Argentina deram destaque à opinião do treinador vascaíno. Vale lembrar que o Vasco conta com quatro colombianos no elenco: Andrés Gómez, Cuesta, Marino Hinestroza e Rojas.
Declaração de Renato Gaúcho é destaque em jornais colombianos — Foto: Reprodução
— O que eu mais falo, até por eu ter sido atacante, é pra eles terem tranquilidade para tomar a melhor decisão. O desespero próximo da área é sempre do adversário. Temos quatro colombianos no grupo, eu procuro sempre corrigir eles. E eles têm muitos erros. É o meu trabalho, mas é falta de tempo. Não é da noite para o dia que eu vou corrigir os caras 100%.
— Quando eu estava no Grêmio e me ofereciam jogadores colombianos e equatorianos, eu gosto deles, mas eu só dava o aval pra trazerem quando estavam adaptados ao futebol brasileiro. O jogador colombiano e equatoriano precisa de muito tempo para se adaptar ao futebol brasileiro. Tem uma diferença muito grande, principalmente taticamente. E isso leva tempo — completou Renato.
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